OQVestir investe R$ 43 milhões em tecnologia e aposta na fidelização para crescer 20% em 2026

OQVestir investe R$ 43 milhões em tecnologia e IA para crescer 20% em 2026. Entenda como personalização e fidelização impulsionam o e-commerce.

O crescimento do e-commerce brasileiro está levando empresas a repensarem uma das estratégias mais tradicionais do varejo digital: investir continuamente na conquista de novos consumidores.

Em um mercado competitivo, no qual publicidade, logística e tecnologia representam parcelas importantes dos custos operacionais, algumas marcas estão direcionando seus esforços para aumentar o valor gerado pelos clientes que já possuem.

É nesse cenário que o OQVestir, plataforma de moda pertencente ao Icomm Group, anunciou um investimento de R$ 43 milhões em tecnologia e inovação digital durante 2026, com expectativa de crescimento de 20% em comparação com o ano anterior.

A estratégia combina inteligência artificial, personalização da experiência de compra, automação e ampliação do portfólio.

Entretanto, o elemento mais relevante não está apenas no investimento financeiro.

A companhia pretende sustentar parte importante de sua expansão em uma base consolidada de consumidores que mantém relacionamento com a marca há vários anos.

Atualmente, mais de 300 mil clientes compram no OQVestir há mais de cinco anos, enquanto mais de 100 mil possuem histórico de relacionamento comercial superior a uma década.

Os números revelam uma oportunidade estratégica para sellers, lojas virtuais e marketplaces.

Crescer no e-commerce não significa necessariamente conquistar mais consumidores. Também pode significar aumentar a relevância da marca para quem já compra.

OQVestir quer crescer 20% apostando em tecnologia e relacionamento

Ao completar 17 anos de operação, o OQVestir apresentou uma estratégia de crescimento baseada na combinação entre tecnologia e conhecimento do consumidor.

A plataforma integra o Icomm Group, responsável também pelo Shop2gether, e atua no segmento de moda, reunindo marcas nacionais e internacionais.

Segundo informações divulgadas em 29 de outubro de 2026, a empresa projeta crescimento de 20% neste ano.

Para sustentar a expansão, serão destinados R$ 43 milhões a iniciativas de tecnologia e inovação digital.

Entre as prioridades estão o aprimoramento da recomendação de produtos, a personalização da navegação, a automação de processos e a utilização de dados para compreender melhor o comportamento dos clientes.

É importante destacar que o crescimento de 20% representa uma projeção da companhia, não um resultado consolidado.

A empresa também não divulgou o faturamento absoluto utilizado como base de comparação.

Mesmo assim, a estratégia mostra uma transformação relevante no varejo digital.

Em vez de depender exclusivamente de campanhas para atrair novos visitantes, a marca pretende ampliar o relacionamento comercial com consumidores que já conhecem sua proposta.

A fidelização se torna uma vantagem competitiva

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelas lojas virtuais está na necessidade constante de atrair tráfego qualificado.

Campanhas em mecanismos de busca, redes sociais e marketplaces podem gerar vendas, mas também exigem investimentos contínuos.

Quando um consumidor realiza apenas uma compra, parte significativa do esforço comercial pode ficar concentrada naquela transação.

Por outro lado, clientes que retornam podem contribuir para distribuir o custo inicial de aquisição ao longo de um relacionamento mais duradouro.

É nesse ponto que o histórico do OQVestir ganha relevância.

A empresa informa possuir mais de 300 mil consumidores com relacionamento comercial superior a cinco anos.

Desse grupo, mais de 100 mil mantêm vínculos de compra há mais de dez anos.

Isso representa uma base relevante de pessoas que já conhecem a marca, sua experiência de navegação, suas condições comerciais e seu posicionamento.

Entretanto, possuir clientes antigos não significa automaticamente que todos realizem compras frequentes.

O desafio está em transformar esse histórico de relacionamento em oportunidades comerciais relevantes.

Clientes antigos também precisam de novos motivos para comprar

Um consumidor pode gostar de determinada loja, mas deixar de visitá-la regularmente.

Isso pode acontecer por diferentes motivos.

Mudanças de preferência, falta de novidades, ofertas pouco relevantes ou simplesmente esquecimento podem reduzir a frequência de compra.

Por isso, fidelização não deve ser confundida apenas com manter uma base de contatos.

Uma estratégia de retenção precisa estimular novas interações relevantes.

No segmento de moda, isso pode envolver recomendações de produtos relacionados ao estilo do consumidor, comunicação sobre novas coleções e sugestões adequadas a diferentes ocasiões de uso.

O objetivo é construir uma experiência na qual o cliente encontre valor em retornar.

A inteligência artificial está mudando a recomendação de produtos

Parte do investimento anunciado pelo OQVestir será destinada à utilização de inteligência artificial para aprimorar a personalização da jornada de compra.

A proposta envolve oferecer recomendações mais alinhadas ao perfil e aos interesses dos consumidores.

Esse movimento responde a uma dificuldade comum no comércio eletrônico.

Quanto maior o catálogo, maior pode ser o esforço necessário para encontrar um produto adequado.

Uma loja com milhares de itens oferece variedade, mas também precisa ajudar o consumidor a navegar por tantas opções.

Sistemas de recomendação podem utilizar informações como histórico de compras, interações anteriores, características dos produtos e sinais de interesse para organizar vitrines mais relevantes.

Entretanto, a qualidade dessas recomendações depende das informações disponíveis e da arquitetura tecnológica utilizada.

A empresa não divulgou detalhes técnicos completos sobre os modelos de IA que pretende implementar.

Personalização não significa apenas chamar o cliente pelo nome

Durante muitos anos, parte das estratégias de personalização no e-commerce ficou concentrada em comunicações básicas.

Um e-mail poderia utilizar o nome do cliente ou apresentar produtos semelhantes aos adquiridos anteriormente.

Atualmente, as possibilidades são mais amplas.

Uma loja pode organizar vitrines conforme categorias de interesse, destacar novidades relacionadas ao histórico de navegação ou apresentar produtos complementares.

Imagine uma consumidora que costuma comprar tênis e acessórios esportivos.

Em vez de acessar uma página inicial com ofertas genéricas, ela poderia visualizar uma seleção de produtos relacionados às suas preferências, respeitando as permissões e os dados disponíveis.

O benefício potencial está em reduzir o esforço de busca.

Entretanto, recomendações não devem limitar excessivamente a descoberta.

Uma boa experiência também precisa permitir que o consumidor explore produtos diferentes dos habituais.

Sneakers representam uma parcela importante do faturamento

Um dos indicadores comerciais apresentados pelo OQVestir está relacionado à categoria de sneakers.

Segundo a companhia, esses produtos representam aproximadamente 25% de seu faturamento.

O dado mostra como uma categoria pode assumir papel estratégico dentro de um catálogo amplo.

A plataforma reúne atualmente mais de 230 marcas e recebe mais de 100 novidades por dia.

Além disso, pretende incorporar mais de 16 marcas ao longo de 2026.

Esse crescimento de portfólio amplia as possibilidades comerciais, mas também aumenta a complexidade da operação.

Uma grande quantidade de produtos exige organização de catálogo, atualização de informações, planejamento de estoque e estratégias adequadas de exposição.

Categorias estratégicas precisam de tratamento diferenciado

Para sellers e lojas virtuais, o caso apresenta uma aplicação prática.

Nem todas as categorias possuem a mesma importância comercial.

Algumas concentram maior faturamento.

Outras apresentam margens mais elevadas.

Determinados produtos podem funcionar como porta de entrada para novos clientes, enquanto outros possuem maior potencial de recompra.

Uma operação que identifica essas diferenças consegue direcionar melhor seus esforços.

No caso de uma categoria com forte participação comercial, pode fazer sentido desenvolver conteúdos específicos, campanhas segmentadas e recomendações complementares.

Entretanto, a empresa também precisa observar a concentração de receita.

Depender excessivamente de poucos produtos ou categorias pode aumentar a exposição a mudanças de tendência e disponibilidade de fornecedores.

O consumidor não quer apenas variedade

O avanço da personalização também está relacionado a uma mudança na experiência de compra.

João Almendra, CEO do Icomm Group, destacou que os consumidores buscam orientação para encontrar produtos adequados ao próprio estilo e momento de vida.

Essa visão ajuda a explicar o papel da curadoria dentro da estratégia da empresa.

No varejo físico, um vendedor pode ajudar o consumidor a combinar peças, comparar modelos e identificar alternativas.

No ambiente digital, parte dessa experiência precisa ser construída por meio de conteúdo, organização do catálogo e tecnologia.

A curadoria funciona como uma seleção orientada.

Em vez de apresentar milhares de produtos sem contexto, a loja pode organizar opções conforme ocasiões, estilos, necessidades e preferências.

Essa abordagem pode ser aplicada além da moda.

Uma loja de móveis pode apresentar ambientes completos.

Um seller de ferramentas pode organizar produtos conforme aplicações.

Uma operação de eletrônicos pode ajudar o consumidor a escolher equipamentos de acordo com seu perfil de uso.

O objetivo é facilitar decisões.

Comunidades podem fortalecer o relacionamento com a marca

O OQVestir também utiliza conteúdo e comunidades como parte de sua estratégia de relacionamento.

A empresa não possui lojas físicas e busca manter proximidade com os consumidores por meio de experiências digitais e comunicação relacionada ao universo da moda.

Essa abordagem reforça uma tendência importante.

Marcas que conseguem construir reconhecimento e identificação podem reduzir sua dependência de interações exclusivamente promocionais.

Uma comunidade não precisa funcionar apenas como um canal para divulgar descontos.

Ela pode reunir conteúdos úteis, novidades, referências e oportunidades de interação.

Para sellers, a aplicação depende do perfil do negócio.

Uma marca de cosméticos pode compartilhar conteúdos educativos.

Uma operação de produtos pet pode trabalhar orientações sobre cuidados e utilização dos itens comercializados.

Um e-commerce de móveis pode produzir conteúdos sobre organização e decoração.

O valor está na relevância da comunicação.

Criar um grupo ou acumular seguidores não garante fidelização.

É necessário oferecer motivos para que as pessoas continuem acompanhando a marca.

Os dados precisam orientar as decisões de marketing

A personalização depende de uma estrutura capaz de interpretar informações sobre o comportamento dos consumidores.

No e-commerce, esses dados podem estar distribuídos entre a plataforma da loja, ferramentas de CRM, sistemas de atendimento e soluções de análise.

Quando as informações permanecem isoladas, a empresa pode ter dificuldade para compreender a jornada completa.

Um consumidor pode visitar diferentes páginas, abandonar uma compra e retornar semanas depois.

Sem uma estrutura adequada, essas interações podem ser analisadas como eventos independentes.

A integração de dados ajuda a construir uma visão mais consistente do relacionamento.

Entretanto, o uso dessas informações precisa observar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), incluindo finalidade, transparência, segurança e demais requisitos aplicáveis.

Personalizar a experiência não significa utilizar indiscriminadamente todas as informações disponíveis.

Automação deve melhorar a experiência sem eliminar o atendimento humano

O investimento do OQVestir também envolve automação de processos e ampliação dos recursos de autoatendimento.

A proposta é utilizar tecnologia para tornar determinadas interações mais rápidas, mantendo suporte humano quando necessário.

Esse equilíbrio é especialmente relevante no varejo de moda.

Dúvidas sobre tamanho, caimento, características de produtos e procedimentos de troca podem exigir orientações específicas.

Uma solução automatizada pode ajudar o consumidor a encontrar informações simples.

Entretanto, situações mais complexas podem precisar da análise de um profissional.

Para lojas virtuais, o objetivo não deve ser simplesmente reduzir a quantidade de atendentes.

A tecnologia precisa contribuir para resolver solicitações com eficiência e preservar a qualidade da experiência.

O LTV passa a ser tão importante quanto a aquisição

Uma estratégia baseada na fidelização exige indicadores diferentes daqueles utilizados exclusivamente para medir a primeira venda.

Entre eles está o Lifetime Value, conhecido como LTV.

O indicador busca estimar o valor econômico gerado por um consumidor durante seu relacionamento com a empresa.

Imagine uma loja que conquista dois clientes.

O primeiro realiza uma compra de R$ 300 e não retorna.

O segundo realiza uma compra inicial de R$ 200, mas volta outras três vezes ao longo do ano.

Embora o primeiro pedido tenha sido maior, o segundo relacionamento pode gerar receita acumulada superior.

Entretanto, a análise precisa considerar margens, custos e frequência de compras.

Receita acumulada não é necessariamente equivalente ao lucro gerado.

Por isso, o LTV deve ser interpretado em conjunto com o custo de aquisição de clientes e a rentabilidade das transações.

A recompra também pode reduzir a dependência de publicidade

Uma loja que depende exclusivamente de novos compradores precisa manter investimentos constantes para alimentar seu fluxo comercial.

Quando consegue desenvolver uma base de consumidores recorrentes, passa a contar com oportunidades adicionais de receita.

Isso não elimina a necessidade de publicidade.

Também não significa que clientes antigos voltarão automaticamente.

Mas permite construir estratégias que combinam aquisição, retenção e reativação.

Para empresas que operam em marketplaces, as possibilidades de relacionamento dependem das regras de cada plataforma.

Já em lojas próprias, existe maior controle sobre a jornada, desde que sejam respeitadas as obrigações relacionadas ao uso dos dados pessoais.

O investimento em tecnologia precisa gerar resultado mensurável

O anúncio de R$ 43 milhões em tecnologia demonstra a importância atribuída pelo OQVestir à transformação digital.

Entretanto, o valor investido não garante, por si só, crescimento de vendas ou melhoria de rentabilidade.

O resultado dependerá da execução e da capacidade de transformar os projetos em benefícios concretos.

Para uma operação de e-commerce, investimentos em personalização podem ser avaliados por indicadores como taxa de conversão, frequência de compra, receita por cliente e margem de contribuição.

Já projetos de automação podem ser acompanhados pela redução de retrabalho, tempo de atendimento e custos operacionais.

A análise precisa começar antes da implementação.

Sem indicadores anteriores, torna-se mais difícil compreender quais melhorias estão efetivamente relacionadas à tecnologia.

O futuro do e-commerce será definido pela relevância das experiências

A estratégia do OQVestir mostra que o crescimento do varejo digital pode seguir caminhos diferentes da expansão tradicional baseada exclusivamente em novos clientes.

A empresa está utilizando sua base histórica de consumidores como parte central do planejamento comercial.

Ao mesmo tempo, investe em tecnologia para melhorar recomendações, ampliar a personalização e fortalecer o relacionamento.

O movimento é relevante porque reflete uma transformação mais ampla no e-commerce.

Catálogos extensos e campanhas promocionais continuam importantes, mas não resolvem sozinhos o desafio de conquistar a preferência do consumidor.

As empresas precisam compreender necessidades, facilitar escolhas e construir experiências consistentes.

Para sellers e varejistas, a principal lição não está no valor absoluto do investimento anunciado.

Está na lógica da estratégia.

Antes de buscar crescimento apenas por meio de novos consumidores, vale compreender o potencial comercial da base já conquistada.

No e-commerce, atrair clientes é necessário. Construir uma experiência que faça essas pessoas escolherem novamente a marca pode ser o diferencial que sustenta o crescimento nos próximos anos.


FAQ

Quanto o OQVestir vai investir em tecnologia em 2026?

O OQVestir anunciou R$ 43 milhões em investimentos em tecnologia e inovação digital durante 2026, com foco em inteligência artificial, personalização, automação e experiência do consumidor.

Qual é a expectativa de crescimento do OQVestir?

A empresa projeta crescimento de 20% em 2026 em comparação com 2025. O percentual representa uma expectativa, não um resultado financeiro consolidado.

Quantos clientes antigos o OQVestir possui?

Segundo a companhia, mais de 300 mil consumidores compram na plataforma há mais de cinco anos, enquanto mais de 100 mil mantêm relacionamento comercial há mais de dez anos.

Como o OQVestir pretende utilizar inteligência artificial?

A empresa pretende utilizar IA para aprimorar recomendações de produtos, personalizar a jornada de compra e automatizar processos. Os detalhes técnicos completos das soluções não foram divulgados.

Qual categoria representa 25% do faturamento do OQVestir?

A categoria de sneakers responde por aproximadamente um quarto do faturamento da plataforma, segundo informações divulgadas pela empresa.

Quantas marcas estão disponíveis no OQVestir?

A plataforma reúne mais de 230 marcas e recebe mais de 100 novidades por dia. Também prevê incorporar mais de 16 marcas ao longo de 2026.

O que é personalização no e-commerce?

É a adaptação de experiências, recomendações e conteúdos conforme informações relevantes sobre o consumidor, respeitando suas preferências e os requisitos de proteção de dados.

Qual é a diferença entre aquisição e retenção de clientes?

Aquisição envolve conquistar novos compradores. Retenção busca preservar o relacionamento com clientes existentes e estimular novas compras ao longo do tempo.

Como aumentar a fidelização de clientes em uma loja virtual?

As empresas podem melhorar a experiência pós-venda, utilizar CRM, oferecer recomendações relevantes, desenvolver conteúdos úteis e acompanhar indicadores de satisfação e recompra.

O que é LTV no e-commerce?

LTV, ou Lifetime Value, é uma estimativa do valor econômico gerado por um cliente durante seu relacionamento com uma empresa. O indicador pode ajudar a orientar investimentos em aquisição e retenção.


Seu e-commerce precisa escalar?

Oferecemos um ecossistema completo para gerir seu e-commerce de ponta a ponta. Fale com um de nossos especialistas e receba uma avaliação para sua operação.

Continue lendo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cadastre-se em nossa Newslleter

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!